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Artigo | A consequência da preguiça nas empresas!

A consequência da preguiça nas empresas!

Interessante notar como cada vez mais profissionais buscam qualificações de ferramentas especializadas para solucionar problemas nas empresas, alavancar seus resultados, maximizar seus lucros, mas apenas alguns de fato o fazem.

Por: Leonardo Mendes*

Verificamos empresas que diariamente fazem suas reuniões de gerenciamento de rotina, mas apesar disto, seus custos continuam aumentando, falhas básicas em equipamentos, insistem permanecer. Observamos empresas com excelentes práticas de controle de qualidade, com usos constantes de ferramentas como: Ishikawa, Pareto, folhas de verificação e cartas de controle, mas continuam com resultados aquém do seu real potencial. Muitas vezes me pergunto o porquê de tudo isto.

Analisando mais a fundo, posso notar que existem duas causas principais: o uso da ferramenta incorreta para investigação de determinado problema (neste caso é o mesmo que dar um determinado remédio para doença errada) e outro é um problema que pode ter vários apelidos, mas que para mim só um nome o representa por completo, a “preguiça”.

Vocês podem estar surpresos de lerem isto, mas pergunto: qual a razão de um profissional tentar resolver um problema longe da área que de fato ele ocorre?  e por que resolver longe do equipamento? Por que não procurar conhecer o fenômeno do problema por completo da maneira que ele ocorre no local exato?

A preguiça faz com que profissionais altamente qualificados não investiguem a fundo determinado problema, “queimem etapas”, não busquem informações em manuais, ou fazem o que é de mais grave, não vão ao “chão de fábrica” entender de fato o fenômeno do problema.

Em 1596, René Descartes, já lançava sua mais famosa obra chamada: “discurso do método”. Esta obra cita que para solucionar qualquer problema e aprender com ele, existem 4 preceitos: o primeiro é nunca aceitar coisa alguma como verdadeira, sem que fosse apresentada alguma evidência, a segunda é dividir o problema em tantas partes quanto fosse possível e assim simplifica-lo, a terceira é sempre conduzir a análise iniciando pelo item mais simples e depois ir para os mais complexos e o quarto, não deixar de fazer uma revisão geral do problema. Esta obra foi tão marcante, que hoje podemos dizer que este filósofo e matemático foi o primeiro a concluir que a prática do PDCA aliada com a prática de ir na área e entender o problema, analisando com calma, entendo todas suas variáveis era a única forma eficiente de resolver algum problema e aprender com ele.

Neste aspecto temos muito o que aprender com a filosofia japonesa onde, para eles, o método mais eficaz para solução de problemas passa pelos 5Gs.

O primeiro G, chamamos de GEMBA, local real onde o problema foi gerado. Importantíssimo para entendermos todos as possíveis variáveis que potencializaram ou foram a causa direta do problema.

O segundo G, chamamos de GEMBUTSO, peça real que apresenta o problema. Se você não analisar a peça que de fato teve o problema, como fazer uma análise efetiva de causa raiz?

O terceiro G, chamamos de GENJITSU, condição real onde o problema foi gerado. Estes 3 Gs iniciais se complementam para gerar a evidência tão falada pelo René. Não existe análise eficiente baseada em “achismo”.

Por final, temos os dois outros Gs que são: genri e gensoku, que representam as etapas de referir-se à teoria e seguir os padrões respectivamente.

Apesar de serem nomes em outro idioma, sua essência é muito simples e que não precisa de muita técnica para saber que o essencial a fazer é o básico e enquanto os profissionais não criarem um senso de inconformismo enquanto não acharem a causa raiz dos problemas, nunca seus resultados irão alcançar níveis mais elevados.

Para achar esta causa raiz você pode dispor de várias ferramentas e técnicas, mas enquanto não sair da sala, ir ao local, verificar de perto o fenômeno real, na peça correta, consultando manuais e padrões, nenhuma análise terá a profundidade necessária para uma solução definitiva, ou seja, todos devemos praticar os 5Gs e só assim seremos analistas mais completos e eficientes.

Autor:

* LEONARDO MENDES, Tutor de Formação de Green e Black Belts. É Master Black Belt pela Seta; Master Coach e PNL; Analista comportamental MI3D; MBA Executivo Internacional em Gerenciamento de Projetos – FGV; MBA em Administração de Empresas – FGV (Fundação Getúlio Vargas); Engenheiro de Confiabilidade Certificado com o Certified Reliability Professional; Formado em Engenharia Mecânica – UFPA (Universidade Federal do Pará); Mais de U$$ 40 milhões de ganhos em projetos de 6 sigma e confiabilidade, trabalhando ou atuando em empresas grandes como: Vale, Norsk Hydro, ABB (Asea Brown Boveri), Ford, Braskem, CSPecem.     Autor do Livro C.A.F.E entre gigantes: Metodologia àgil de gestão.

 

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