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Artigo| Uma reflexão sobre Alta Performance Humana

O que é Alta Performance?

Se fizermos uma pesquisa breve na Wikipédia, encontraremos que a palavra tem suas origens no francês antigo: parformance, de parformer – accomplir – (fazer, cumprir, conseguir, concluir) podendo significar ainda levar alguma tarefa ao seu sucesso. Palavra que se origina do latim, formada pelo prefixo latino per mais formáre (formar, dar forma, estabelecer). Em seu significado mais elementar pode significar iniciar, fazer, executar ou desenvolver uma determinada tarefa.

Ainda segundo a Wikipédia, no contexto das artes, o termo performance designa as apresentações de dança, canto, teatro, mágica, mímica, malabarismo, referindo-se ao seu executante como performer. Na segunda metade do século XX, surge um gênero artístico nos Estados Unidos com características específicas denominada performance art, que seria traduzido como “performance arte”, “arte de performance”, então pergunto: alta performance seria uma arte, executar como um artista?

Senhores leitores, de fato a Alta Performance é uma arte, que assim como a dança, o teatro e o malabarismo, é algo que precisa de muita disciplina e treinamento para chegar lá, mas também não existiria sem a alegria e o amor que um artista destes entrega a sua obra.

Alta Performance

Conforme descrevi no meu livro “C.A.F.E entre gigantes”, é possível aliar resultados com felicidade, engajamento com alta performance, mas para isto precisamos ter uma liderança muito bem preparada e focada no que é mais importante para este resultado aparecer, o “artista”, o funcionário.

Em uma palestra, Carlos Brito (presidente da AB INbev), parafraseando Vicente Falconi, disse que para se ter alta performance precisa ter conhecimento do negócio, conhecimento do método e uma liderança forte, onde destes, 70% do resultado é devido à liderança.

Abaixo, represento uma árvore que intitulei como: “Árvore da Alta Performance”. Uma árvore que se inicia desdobrando estes 3 pilares ditos anteriormente, mas que se estende e muito por dimensões de entendimento mais aprofundamento do ser humano, assim como suas necessidades básica e sua mente. Mente que ainda é um mistério com relação a todo seu potencial, mas podemos afirmar que todo aquele que busca seu conhecimento, consegue potencializar e utilizar seus maiores recursos e se tornar uma pessoa muito mais eficiente na vida. Quando esta mesma pessoa exerce um cargo de liderança, consegue de forma eficaz auxiliar seus liderados na maioria dos desafios corporativos.

 

Conforme pode ser visto na “Árvore”, o conhecimento do método pode ser sanado com a aplicação da metodologia C.A.F.E (Competências Chaves, Avaliação de desempenho, Feedback e Estresse), bem detalhado no meu livro (já mencionado acima) e o conhecimento do negócio, que é algo que, com um tempo de experiência na sua área de atuação, conseguimos adquirir sem problemas. O objetivo deste e-book é explicar com um pouco mais de detalhes o caminho da liderança.

Um bom líder precisa basicamente ter um bom entendimento do ser humano, uma excelente comunicação e uma boa inteligência emocional (sem contar com a preocupação com relação sua imagem e exposição). Quando falamos de Inteligência Emocional, falamos de crenças. Você saberia me dizer o que são crenças?

Vamos lá para a explicação…

Imagine você que nada nesta vida é 100% verdade, já parou para pensar nisto? Tudo que nos rodeia e temos uma percepção de que é realidade, nada mais é do que o resultado do que nossos 5 sentidos conseguem captar do ambiente. Após esta captação, estas imagens, sons e sensações são filtrados por nossa mente através da nossa visão de mundo moldada pela nossa cultura, experiência de vida, educação, etc.

Cada pessoa percebe o mundo de maneira diferente, e esta percepção é chamada de mapa mental. Nós, seres humanos, nascemos com 30% do nosso mapa já programado, por isto sentimos fome, sede, medo, etc. Os outros 70% vamos moldando ao longo da nossa vida, então repito, nada que percebemos da vida é 100% verdade, é apenas a nossa realidade pessoal a respeito da vida. Estas experiências que vamos acumulando é que nos ajuda a moldar este mapa e faz com que criemos algumas crenças a respeito da vida, consequentemente são elas que nos leva para frente ou que nos impede de avançar, nos limita. Imagina você uma crença do tipo: Eu sou um excelente coordenador de reuniões. Este tipo de crença encoraja, a pessoa que a tem, a fazer reuniões com grandes resultados. Imagine agora o oposto, crenças do tipo: tudo que faço dá errado. Tenha certeza que cedo ou tarde, algo no trabalho deste profissional vai dar errado, pois ele carrega uma crença que o limita, uma crença que o impedi de ir longe na sua empresa por ele sempre ter medo de errar.

Você deve estar se perguntando: qual a relação destas crenças com inteligência emocional?

Posso te afirmar que tem muita relação, pois quem possui inteligência emocional consegue usar de forma mais útil suas emoções, as usa na hora que precisa e não é apenas um mero refém da situação. Usa, por exemplo, a raiva em horas extremamente necessárias e não em fora de contexto, como reuniões importantes com a chefia, algo que pode custar seu emprego. Você consegue dominar as emoções trabalhando em suas crenças, pois mudando suas crenças sobre as coisas, você consegue mudar sua forma de pensar, de agir, de se comportar, algo muito poderoso para alcance da inteligência emocional.

Com relação a comunicação, o líder precisa saber que todos funcionamos melhor em um canal perceptivo, que chamamos de preferencial. Nossos 5 sentidos podem ser resumidos em 3, formando o que chamamos de VAC (Visual, Auditivo e Cinestésico). Necessariamente a formação de um pensamento tem que ser composto por estes 3 canais. Tem que ter uma imagem, um som e uma sensação. Todos temos um canal preferencial e a comunicação sendo feita através do canal de preferência o entendimento, ou melhor, a comunicação, se torna efetiva. Não é efetivo você tentar fazer uma pessoa com um canal cinestésico preferencial entender algo apenas discursando, pois ela precisará de uma certa forma vivenciar aquela situação (senti-la).

Outro fator importante para a comunicação de um líder com sua equipe é o conceito de mapas mentais dito anteriormente, pois sabendo que cada um possui o seu, o líder terá mais cuidado ao se comunicar e vai procurar saber de fato como o mapa mental do seu subordinado interpretou aquela mensagem.

Por último, a respeito do Entendimento do Ser Humano, podemos começar falando um pouco das necessidades humanas e para isto, vou colocar na íntegra uma parte que explico a respeito desta teoria no meu livro:

“Maslow percebeu que quando as pessoas não conseguem ter o que querem ou se realizar no trabalho, ficam frustradas. Segundo o psicólogo humanista, e sua teoria da hierarquia das necessidades humanas, podemos mapear o ser humano da seguinte forma:

Necessidades fisiológicas: necessidades mais básicas, como: sede, sono, fome etc. Fazendo uma analogia com o mundo corporativo, a presença desses itens pode acarretar numa diminuição da produtividade ou, devido a essas necessidades básicas, o empregado necessita de presença de horários flexíveis, conforto físico, intervalos de trabalho etc.

Necessidades de segurança: o empregado precisa se sentir seguro, tanto com uma certa sensação de estabilidade profissional quanto uma segurança na sua atividade. Esta segurança se amplia para alguns benefícios que traz uma certa segurança para a vida pessoal: remuneração, plano de saúde, seguro de vida, condições seguras de trabalho etc.

A falta de informação pode acarretar problemas com relação a este nível de necessidade. Uma falha no “endomarketing” da empresa, algo que não faça com que o empregado de fato perceba a importância dos seus benefícios. A falta de feedbacks, uma falta de plano de carreira, matriz de mapeamento e competências são outros exemplos de falhas que ocasionam problemas de segurança.

Necessidades sociais: necessidade de conquistar amizades, manter boas relações, ter um bom relacionamento entre gestor e equipe.

Necessidades de status ou estima: acredita-se que deste nível em diante começa o segredo real da motivação, pois deste ponto o empregado busca a valorização, autonomia, independência, reconhecimentos, promoções etc. O gestor precisa propor desafios, delegar tarefas desafiantes e tudo mais que possa proporcionar ao empregado a possibilidade que todos, ou a maioria, dos sentimentos anteriormente ditos sejam supridos.

Necessidades de autorrealização: este é o topo das necessidades, é onde o empregado sente a necessidade de ter cada vez mais desafios, influenciar nas decisões.

Com relação à Pirâmide de Maslow devemos considerar:

  • Só devemos passar ao próximo nível quando a necessidade do nível anterior for saciada;
  • As necessidades da autorrealização nunca são saciadas, sempre que uma necessidade se sacia, surgem novas ânsias e objetivos.

As pessoas possuem necessidade que vão muito além do seu salário ou promoções. Se as necessidades básicas não forem atendidas, nada mais o complementará.

Podemos perceber que esses fatores, geralmente utilizados erroneamente por gestores como ferramentas motivacionais (aumento salarial, por exemplo), não são os pontos fundamentais. A liderança deve suprir as necessidades de sua equipe relacionadas a fatores fisiológicos, de segurança e, sobretudo, de respeito e bem-estar.

O segundo fator importante e representado na árvore é a equação P = I x p, equação elaborada por Timothy Gallwey (considerado precursor do coaching) em sua teoria chamada Jogo Interior (Inner Game). Nesta teoria ele fala que a Performance de uma pessoa é igual ao seu potencial multiplicado pelas interferências, ou seja, o que impede uma pessoa de alcançar todo seu potencial são as interferências que a pessoa tem, como: julgamentos, expectativas, diálogos internos, etc. Todo profissional que consegue focar na atividade, eliminando ao máximo estas interferências, tende a chegar ao máximo do seu potencial, ou seja, obtém grandes resultados.

O terceiro fator são os programas mentais. Todos temos algumas programações nas quais, para cada situação, funcionamos melhor. Por exemplo: Tem pessoas que funcionam organizadas por diferenças e outros organizadas por semelhanças. As pessoas que se organizam pelas diferenças se sentem à vontade em estar num grupo bem heterogêneo, com ideias diferentes, ao contrário dos organizados pelas semelhanças, que preferem estar num grupo com pensamentos mais semelhantes. Esta é apenas uma das inúmeras programações existentes. É importantíssimo entender a programação mental da sua equipe.

O quarto fator, que é o Mapa mental, já foi bastante debatido anteriormente.

Então, através desta árvore podemos resumir quão complexo e desafiador é a formação de uma equipe de alta performance, mas algo que de fato vale a pena buscar. Uma arte que vale a pena criar! Seja você um artista, crie um time de alta performance!

Leonardo Mendes

Master Black Belt e Master Practioner em PNL

 

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